QUEREM ACABAR COM A CASA DE RETIRO SÃO FRANCISCO

Salvador corre o risco de perder mais um marco da cidade em razão da ameaça que paira sobre a Casa de Retiro São Francisco, administrada pela Ordem Franciscana de Salvador juntamente com as Irmãs Franciscanas. A direção está por conta do provincial, cuja sede fica em Recife, e agora estuda a venda de parte do bosque do espaço, para que nele sejam construídos edifícios que favoreçam, deste modo, a especulação imobiliária. Pretende, também, transformar a Casa de Retiro em um hotel sob alegação de déficit financeiro. A Casa de Retiro São Francisco foi construída pelo Frei Hildebrando Kruthoup em área doada por Norberto Odebrecht, que a construiu sem cobrar um centavo sequer, e foi inaugurada no dia 6 de março de 1949. Em torno do local há um imenso bosque todo arborizado, denominado Bosque da Via Sacra, onde se encontra a sepultura do Frei Hildebrando, cujo busto que adorna a entrada principal também foi doado por Norberto Odebrecht. Não dá para conceber mais este crime contra os valores culturais da cidade do Salvador, que cada vez mais são destruídos pela insaciável especulação imobiliária. É absolutamente necessário que a Casa Retiro de São Francisco seja preservada, urgentemente, mediante tombamento a ser feito pelo Ipac ou Conselho de Cultura. A partir deste momento o site Bahia Notícias se coloca em campanha para preservar mais um valor da cultura, da identidade e da tradição da Bahia. Seria importante, também, manifestações expressas do prefeito João Henrique, do governador Jaques Wagner, além de entidades como o Instituto de Arquitetura da Bahia, Iphan e a ABI, que desde já se coloca solidária coma defesa desta causa.

(Samuel Celestino)

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Uma resposta a QUEREM ACABAR COM A CASA DE RETIRO SÃO FRANCISCO

  1. A cada Missa em Ação de Graças pelo retorno da Casa de Retiro São Francisco, celebrada carinhosamente em nossa Paróquia de N. Sra. de Brotas, pelo nosso querido Pe. Silvio, são ratificadas todas as intenções pelo seu retorno ao nosso convívio através de todos os seguimentos, Sociais, Públicos, Religiosos etc. e sobretudo, pela mui desejada devolução dessa saudosa e inigualável Tábua de Salvação Espiritual nesse oceano cruel, revolto dos tempos modernos, e nessas oportunidades não podemos deixar de tentar aquilatar a atitude perversa, diria até criminosa, referência radical, que deixou de se caracterizar descabida, se tal atitude fosse originária de qualquer outra fonte, mas, infelizmente ela veio mesmo da Ordem Franciscana, contrariando todos os princípios aceitáveis por quaisquer raciocínios lógicos, e o que é pior, considerando os nobres ingredientes que produziram física e intelectualmente essa casa onde a misericórdia era o padrão básico entre outros imensuráveis objetivos, Dons inequívocos que assomam das almas alimentadas primordialmente pela Fé de toda a comunidade, local, nacional e por testemunhos diversos, até internacional e que, ato explícito, foram apropriadas indebitamente considerando que, da propriedade, apenas o referencial religioso era o da Ordem, jamais a sua posse, o que seria plausível exatamente a atitude inversa, a sua permanência. Tal atribuição não representa absolutamente favor algum e sim uma obrigação, sobretudo condizente com as tradições Franciscanas. Com efeito, se a administração não se encontrava no patamar desejado dos lucros físicos para a ordem, talvez a interveniência no sentido de soerguê-la fosse a solução adequada, jamais a sua alienação e sobretudo sem avaliar os danos morais, espirituais e filantrópicos que causariam, como de fato têm causado, no seio da nossa sociedade religiosa. A tentativa de jogá-la na Arena imobiliária certamente os encheu de esperanças no sentido de saldar as suas pseudo dívidas de compromissos que pouco ou nada têm a ver com a realidade dessa Casa, senão para cobrir defeitos de uma administração maior descuidada, o que, diga-se de passagem, jamais poderia ser atribuída à comunidade pertinente à Casa de Retiro São Francisco. Nunca havia imaginado que uma Ordem secularmente tradicional e que tantos benefícios humanitários lhe são atribuídos fosse capaz de uma atitude tão radical só comparável às instituições cujos objetivos são meramente ilusórios e cujo lado filantrópico espelham fantasias aos olhos das pessoas de Boa Fé e do outro realizações semi confessáveis, em verdade, para locupletar-se relativamente aos seus reais interesses. Infelizmente, na conjuntura atual de nosso pobre “Rico” país, os efeitos desses propósitos só engordam a cobiça dos “Gladiadores” financeiros nessa insólita Arena. Só nos resta rogar ao nosso amado São Francisco e sobretudo ao nosso mentor universal que faça reverter tal situação pela Piedade e pela Fé cristã porque pelos propósitos que se vislumbra não existem esperanças. Tenho Dito!.

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