Maia uma Crônica do Frei Hildebrando – datada do dia 09 de julho de 1983

Meus prezados Rádio Ouvintes:

Hoje, uma pequena historieta, que há dias li – e quero que todos os meus ouvintes a apreciem também – , garanto que vão gostar. É um tanto esquisita – descomum – mas ouçam:

Estava rezando, velho e piedoso monge, diante dum Crucifixo – e isso com toda a fé… com toda a confiança… e insistência.

E rezava por quem?… Rezava pela conversão do maior malfeitor da cidade.

E… em meio ás suas preces, a voz de Cristo se fez ouvir, “Filho, não perca seu tempo… Esse homem não presta!” …

O monge não se perturbou e continuou orando:

“Senhor, toque o coração desse homem… Ele não é tão mau assim como parece.”

A voz de Cristo se fez ouvir novamente: “É caso perdido, meu amigo”. Não insista! Ele chegou a pisotear meu sangue redentor! Ninguém conseguirá converter aquele coração empedernido.”

O monge não se deixou perturbar e respondeu:

“- Sim, ele pisoteou teu sangue. Mas tua misericórdia é INFINITA, Senhor”.

Replica Jesus: “Desista, meu filho… Aquele bandido não tem recuperação…”.

E o monge???… Continuou imperturbável… Persistiu firmemente, batendo na porta da Misericórdia Divina Infinita.

 E… finalmente a surpresa…

Com a voz mais suave e amiga, Cristo falou: “Parabéns, meu filho. Estou gostando de você. Sua insistência suplicante me encanta e comove. Você está cada vez mais semelhante ao meu coração! Seu pedido será atendido.”

Meus Amigos, a Misericórdia fala por si. E, como FINAL, esta consideração bem oportuna:

Corações humildes mergulhem fundo e confiantes nas águas redentoras da Misericórdia Divina – na simplicidade da criança desprotegida que se joga nos braços do pai. Tenho dito.

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