Crônica do Frei Hildebrando – datada de 12 de novembro de 1977

Meus prezados Rádio Ouvintes:

Mais uma estorieta interessante desejava apresentar-lhes hoje – para se distraírem um pouco e, a um tempo, fazerem uma pequena reflexão.

Rabin Dranath Tagóre – famoso poeta hindu, escreveu uma página admirável, falando de um mendigo que poderia ter enriquecido em poucos segundos. Teve a chance! “investiu com medo e parcimônia. E quando o arrependimento chegou, já era tarde”. Pois, estava um pobre a mendigar de porta em porta, ao longo do caminho da aldeia, quando, de repente surgiu ao longe a carruagem do REI, do grande REI DOS REIS! Pensou consigo o mendigo: “Quem é e como será esse Rei?“ Suas esperanças cresceram!!! De certo, o grande Rei lhe daria uma esmola bem grande! E quem sabe?… os seus maus dias terminariam!!!

A carruagem do rei vinha chegando, chegando e que felicidade! parou precisamente em frente do pobre! E o Rei desceu e olhou com simpatia para ele… o mendigo sentiu o coração bater descompassadamente. Tudo indicava que teria chegado o grande momento de sua vida!!!

De súbito, ficou embasbacado… o REI estende-lhe a mão direita e diz: “Que tens para me dar?”

Que brincadeira real seria essa? Um rei estendendo a mão ao mendigo, na espera de alguma coisa?! Seguiram-se momentos de suma perplexidade. O mendigo perturbado… confuso… não sabia o que fazer… E o Rei continuando a estender-lhe a mão!!!

E o pobre finalmente puxou da sacola e tirou um pequenino grão de trigo, depositando-o na mão do rei!… E este se foi. E, qual não foi a surpresa do mendigo, no final do dia: esvaziando a sacola no chão, encontrou um pequenino grão de ouro… entre os outros pobres grãos! Chorou amargamente, repetindo consigo: Por que não tive a coragem de dar TUDO?

Meus Amigos – que lição?! – que lição formidável para todos nós!… para todos nós que costumamos ser tão parcimoniosos para com Deus!… Quão pouca disponibilidade sentimos para Lhe oferecer uma coisa. Quão poucos minutos somos capazes de gastar nas nossas visitas à Igreja… ao Santíssimo Sacramento?!

Quanto nos custa dar uma contribuição maior ao nosso irmão necessitado ou para as Obras da Igreja ou uma Instituição de Caridade?

Quanto nos custa suportar uma dor ou um incômodo – um sacrifício por amor a Jesus?!

Aqui vou terminar, mas eu te peço Irmão, Irmã ouvinte – continue ainda depois esta meditação. Tenho dito

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