Vereadora Andrea em pró do Retiro São Francisco

A vereadora Andrea Mendonça (DEM), autora do pedido de tombamento da Casa de Retiro São Francisco, localizada no bairro de Brotas, intensificou, nos últimos dias, a articulação feita junto aos órgãos públicos competentes com o objetivo de encontrar uma alternativa que assegure a preservação do local, de relevante importância histórica e cultural para a Bahia. Ela se mostrou contente com um ofício divulgado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) – que havia declarado o local como “sem referência para Salvador” –, no qual o órgão descarta a possibilidade de venda do local para construção de novas edificações. Segundo o Ipac, a área está enquadrada na Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo de Salvador, segundo a qual “o conjunto arborizado da Baixa do Candeal Pequeno e a Casa do Retiro de São Francisco são declarados área de não edificação”. No mesmo documento, o instituto sugere que o Município aprove uma legislação de preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural, a fim de complementar as legislações existentes em defesa do interesse público de preservação do patrimônio cultural. “Recorremos aos órgãos municipais para dialogar sobre o assunto e o resultado até agora tem sido bastante positivo”, considera a vereadora, que também ganhou o apoio do secretário Paulo Damasceno (Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente e Habitação) e do presidente da Fundação Gregório de Mattos, Ipojucã Cabral. Eles se mostraram favoráveis à urgente tramitação de um projeto de lei que verse sobre a preservação do patrimônio histórico da cidade. “Com o reinício dos trabalhos legislativos, será possível colocar em tramitação um projeto com este objetivo”, assegura a democrata.

 

Fonte: Bahia Notícias

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4 respostas a Vereadora Andrea em pró do Retiro São Francisco

  1. Ney Fernando Vasconcelos Pinheiro disse:

    Tenho me perguntado insistentemente se os caminhos da Fé foram envolvidos por valores diferentes daqueles que nos tem conduzido por minha existencia até aquí, percorridos 70 anos dessa caminhada existencial por seus domínios espirituais e não tenha logrado encontrar as respostas, ao menos aquelas que justifiquem essa inconcebível e injustificável descaracterização de sua trajetória. Afinal essa sensação de uma espécie de ditadura estando no seio da Igreja Católica, Apostólica, Romana, é algo absolutamente frustrante e até profundamente decepcionante considerando que os que verdadeiramente à defendem e aos seus dogmas, se propõem à entregá-las aos seus inimigos e o que é ainda pior, complementando com seus fieis seguidores como bonificação. Entendemos como mentores da Fé, os domínios da Igreja e seu patrimônio Físico, no caso da Casa de Retiro São Francisco, a Província Franciscana, sediada em Recife, essa mesma que pretende cobrir suas deficiências Econômico Financeiras, não importa se justificáveis ou não, de Boa ou má Fé, está evidenciando no mínimo, uma absoluta falta de sensiblidade, ou até mesmo dessa Fé necessária a quem supostamente administra tão significativa e fundamental entidade que só benefícios tem trazido à comunidade Católica da Bahia e de tantas outras que, ao longo de sua existencia só encerram testemunhos de vitalidade cristã, recuperação de Saúde física e sobretudo espiritual. Poder-se-ia até tentar entender circunstanciais dificuldades para gerir suas dependências em função de desequilíbrios financeiros gerados por compromissos digamos, pertinentes, só não há de se entender jamais as providências escolhidas para as soluções entre tantas outras quiçá mais adequadas para tais até porque, esse tipo de iniciativa não pode afunilar-se, passando por entre uma massa tão compacta de fiéis convictos e agradecidos por tão profícuo e reconhecido refúgio divino. Tenho certeza de que, até o Estado séde da província Franciscana, não ampare tão mesquinha iniciativa. Estamos empunhando esta bandeira. Nós, a comunidade baiana que venera tão simpática e útil casa de recolhimento e Fé, até um desfecho que traduza toda uma indignação pelos propósitos já tornados de domínio público e que culminará não só com a preservação das Irmãs que alí depositaram as suas próprias vidas mas, com uma retumbante vitória para a alegria e consolo de todos nós.
    Ney Pinheiro
    (Membro do Coral da Capela da Casa de Retiro Sã Francisco)

  2. Francisco Lessa Ribeiro disse:

    A Casa de Retiro é sagrada! Acabar com ela é uma insanidade, é um atentado contra o apostolado a que fomos chamados por Jesus.
    Foi na Casa de Retiro que participei das reuniões para “tramar” os primeiros Cursilhos de Cristandade. Nessas reuniões estavam D. Walfedo Tepe, OFM, Padre João Maria Gardenal, Erwin Morgenroth, Barachísio Lisboa, Calmon de Passos, Renato Mesquita, Antônio Lessa Ribeiro e tantos outros homens de Deus.
    E para que serviram os cursilhos? No dizer do Monsenhor Gaspar Sadoc da Natividade, foram os Cursilhos de Cristandade que trouxeram os homens para dentros das igrejas. Antes igreja era coisa só para mulheres.
    Depois vieram os Encontros de Casais com Cristo. Começaram acontecendo nos Órfãos de São Joaquim, mas depois passaram para a Casa de Retiro, onde se multiplicaram. E quanto bem fizeram e fazem os Encontros de Casais com Cristo para os casais e para as famílias, hoje tão ameaçadas.
    A Casa de Retiro foi também o lugar escolhido por Deus para dar início ao inspirado movimento de Renovação Carismática em Salvador. Foi lá que se realizaram os primeiros encontros, sob a coordenação de Fernando Feitosa Luz, Eduardo Joaquim de Carvalho, Irmã Ana Maria, Irmã Sara e Irmã Graziana, entre outros
    Hoje minha mulher e eu fazemos parte das Equipes de Nossa Senhora que também fazem seus retiros na Casa de Retiro. O último aconteceu em outubro do ano passado e foi pregado pelo Pe. Maurício.
    Uma vez Jesus disse a Nicodemos que ele precisava renascer e ele não entendeu. Pois bem, os retiros fazem com que a gente renasça. Entramos de um jeito e saímos transformados, renascidos, irreconhecíveis. Muitas vezes entramos gemendo e saímos cantando.
    Fiz muitos retiros na Casa de Retiro: dois com Dom Tepe, dois com Carmita Overbeck, um com o Pe. Francisco, só para citar alguns. Variam os pregadores, mas o resultado é invariavelmente nos aproximar mais de Deus.
    Quando penso na Casa de Retiro, lembro-me de pessoas de saudosa memória, como Frei Hildebrando, seu incansável idealizador, Irmã Ana Maria, sua nobre diretora por muitos anos, D. Thomás Murphy, com seu ar de serenidade e santidade…
    São Francisco de Assis, logo depois de sua conversão, ouviu de Jesus que ele precisava reconstruir sua igreja. Então colocou-se a consertar a igreja de São Damião que estava em ruínas. Na verdade, Jesus queria que ele reconstruísse não o templo, mas a Igreja como instituição. Mas ele só entendeu a vontade de Jesus, quando, com seus companheiros maltrapilhos, conseguiu uma audiência com o Papa. Ali se surpreendeu com os anéis e as vestes douradas dos cardeais.
    Uma vez me disseram que nós não devemos agir como termômetros, mas como termostatos. O termômetro constata uma temperatura irregular e registra; o termostato registra e toma providências.
    A sociedade baiana está registrando a aberração de se pensar em destruir a Casa de Retiro. É preciso tomar providências.
    As autoridades constituídas não devem se limitar a observar. Não foi só para isso que elas foram constituídas. Elas têm o dever de fazer o bem e evitar o mal, concretamente.
    Se a Congregação Franciscana não consegue mais manter a casa, as empresas e as famílias da Bahia devem assumir sua administração e manutenção, como fizeram para sua construção.
    As doações feitas para a construção da Casa de Retiro não foi um presente dado pela Bahia à ilustre Congregação dos Frades Menores; foi um presente dado à Bahia, para que as famílias pudessem se beneficiar através de retiros espirituais.
    Parece-me necessária a criação de uma associação, ou fundação, para assumir a Casa de Retiro, antes que ela seja destruída. A pífia resposta do Serviço de Patrimônio Histórico, sobre a possibilidade de seu tombamento, não convenceu a ninguém.
    Enfim, parece-me óbvio que a vontade de Deus é que a Casa de Retiro São Francisco continue de pé, fazendo o bem. São Paulo diz que tudo podemos com Aquele que nos fortalece. Mas não podemos esquecer que somos seus instrumentos.
    Acredito que as empresas e as famílias que contribuíram para a construção também poderão contribuir para a manutenção da Casa de Retiro. Ou ficaram todos pobres?
    Observemos a conduta dos irmãos evangélicos. Para eles dízimo é 10%. Já muitos católicos acham que dízimo é 1%, ou menos, ou é uma esmola.
    A campanha pela imprensa escrita, falada e televisionada é importantíssima, mas se há um vultoso débito a cobrir devemos estar dispostos também para uma campnha financeira.
    “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

  3. Ney Fernando Vasconcelos Pinheiro disse:

    Concordo absolutamente com todas as suas afirmações e acho que todos engajados nessa luta assim o fazem, até porque não existem outras verdades a respeito, essa é a única; por ela devemos todos, em uníssono, apelar na totalidade das instâncias existentes no seio da justiça e da sociedade.

  4. Ney Fernando Vasconcelos Pinheiro disse:

    Tenho de confessar certa incredulidade quando esse doloroso episódio, o da alienação da Casa de Retiro São Francisco, que tem aglutinado uma boa parte da sociedade bahiana e também de políticos, jornalistas, governantes, profissionais dos vários seguimentos da sociedade bahiana e colaboradores públicos de vários escalões e também de pessôas simples que representam uma grande parte das famílias bahianas e nada ainda foi constatado relativamente à descontinuação dessa insólita iniciativa. Afinal o que há? Poderes unidos não faltam, denotando todavia, apesar de tudo, certa perda de terreno como um Cabo de Guerra moral. Estaremos subestimando o outro lado, ou do nosso falta algo relevante? A propósito, hoje ví e ouví uma reportagem sobre o soerguimento do Terreiro Axé Opó Afonjá, inclusive com a conclusão das obras, entrega e reinauguração da área, tombada pelo patrimônio Histórico e que nesse ato referido, contou com a presença de autoridades, inclusive do nosso ilustre Governador, Sua Excelencia, o Dr. Jaques Wagner e aí fiquei pensando, como é bom ver os governantes preocupados com a preservação patrimonial das entidades tradicionais da Bahia! Será que estamos numa espécie de fila para lograr a ventura de ver o nosso Retiro de São Francisco também no seu devido patamar?

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