Crônica de Frei Hildebrando – datada de 20 de agosto de 1977

Meus prezados Rádio Ouvintes:

Outro dia deparei-me com uma notícia singular; referia-se à segunda guerra mundial. Numa pequena cidade do interior da França, uma igreja fora pesadamente atingida pelo bombardeio, não restando quase nada. Só a imagem do Cristo do altar-mor  ficara quase incólume; apenas duas mãos foram decepadas. O bom povo procurou o Vigário, oferecendo-se a providenciar logo a restauração da imagem.

O Vigário mostrou-se muito agradecido, ficando de dar a resposta definitiva no dia seguinte.

Na outra manhã os bons paroquianos voltaram à igreja e surpresos, depararam-se com esta legenda, aos pés de Cristo: “Minhas mãos são Vocês!”

Meus amigos – “Sim minhas mãos são Vocês!” – assim nos clama a todos nós, ainda hoje o divino Mestre. Todos nós temos uma nobre tarefa a executar. Todos nós temos uma alma ou muitas almas a socorrer – a orientar – a salvar.

Em si, poderia Deus muito bem dispensar-nos em sua obra criadora e redentora. Mas é seu desejo, é sua vontade que nós tomemos parte em sua equipe de trabalho – em sua tarefa de salvação e redenção do mundo.

E Nós, meus prezados Amigos sofredores – precisamente vós que mais estais descendo pregados na cruz do seu leito de dores, quiçá, há semanas, meses e anos – precisamente Vós, tendes um papel, uma missão bem privilegiada a desempenhar… segundo os desígnios de Deus!!!

Hoje sofreis, sofreis horrivelmente – mas se souberdes unir os vossos padecimentos aos de Cristo, então vos espera mais tarde uma grande surpresa – uma coroa de especiais merecimentos imperecíveis! Tenho dito.

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