Mais uma Crônica do Frei Hildebrando – datada de 26 de agosto de 1973

 

Meus prezados ouvintes:

Pascal, o maior nome das letras francesas, continua, dia a dia, impressionando todos os espíritos cultos e equilibrados, sedentos de verdade e de luz.

Alma amargurada, após longos e dolorosos sofrimentos, finalmente encontrou ele na dor cristã o supremo conforto para o seu coração atribulado.

Sim, vítima escolhida de sofrimentos atrozes, achou o glorioso autor de “OS PENSAMENTOS” a solução do sofrimento humano “na fé cristã que ensina a queda do homem de um estado superior, e a sua redenção misteriosa pelo Filho de Deus, o homem da dor e do amor.”

A dor cristã iluminou Pascal, saciando-lhe a grande alma. O gênio assombroso de Port-Royal des Champs compreendeu a lição magnifica do sofrimento, meditando no mistério de Cristo.

Meus amigos, a dor, vista através da luz maravilhosa do Evangelho representa um tesouro de inapreciável valor.

“Quando hoje em dia os moços sorriem das crenças da humanidade – escreve Perillo Gomes – as pessoas de senso amadurecido costumam dizer: Falta-lhes a experiência da vida. Eles sorriem de tudo e de todos. Estão na fase dos sonhos falazes. Porém, mais tarde, virá a dor e, então, aprenderão a crer como nós. É a dor que nos leva à meditação nos princípios imutáveis da nossa existência moral; a dor acorda em nós o sentimento do sobrenatural pela reflexão do mistério que encarna; a dor se apresenta lógica em face de nossa natureza precária e necessitada; a dor traduz as reações de nossa alma na vida purgativa, ansiando pela vida iluminada, pela luz da graça e pelo amor de Deus.”

Sim, porque a dor, no sentido cristão, acorda no coração do homem, a lembrança do Reino de Deus que nunca se extingue. Tenho dito.

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