Crônica do Frei Hildebrando – datada de 22 de setembro de 1979

Meus prezados Rádio Ouvintes:

 Todos nós sofremos…

Mas – quem sofre mais?!… o homem ou a mulher?…

Creio que a mulher – ou antes a alma feminina!

A mãe sabe que para gear o filho, pode morrer!…

E a mulher é essencialmente e sempre a doadora da vida material e espiritual.

É com ela que vivemos – e é com ela que contamos nas horas do dever – da renúncia e do sacrifício!

Ademais, a mulher sofre na razão de sua sensibilidade.

Quanto mais sensível é – mais vibrátil… e quanto mais vibrátil… tanto mais sensível se torna. E assim aumenta o seu sofrimento, de que todavia não se lastima.

Ela sabe que quanto mais dá – menos recebe… e quanto mais renuncia… tanto melhor possui. Mas sabe também, que quando mais escrava se torna, tanto mais se converte espiritualmente em Rainha!

Por isso está sempre pronta a servir com amor – e consolar a dor.

E – agora, meus Amigos, segue um feixe de pensamentos de SALVANESCHI que constitui um hino à mulher que sofre em silêncio.

“Amiúde a dor do homem quer falar, ao passo que a mulher pode guardar silêncio.”

A voz do homem exclamou: “Só Deus sabe quanto sofri para vencer…”

Suspirando, a mulher disse: “Também eu sei”…

O homem continuou: “Mas eu tenho a certeza de haver lutado valorosamente.”

Sorrindo, a mulher aprovou, indulgente…

E o homem prosseguiu: “Deixei tudo, mas venci…”

E uma lágrima da mulher confessou-lhe que nada lhe passara desapercebido.

E o homem concluiu: “Ao menos, sinto orgulho em ter sofrido e vencido sozinho…”.

Um SOLUÇO da mulher revelou-se a sua PRESENÇA!

Então o homem olhou-a, como se a visse pela primeira vez. RECORDOU-SE da sua infância… compreendeu que em TODO O AMOR DA MULHER está um coração de mãe, e murmurou: “MAS A TI DEVO QUE A MINHA POBRE VIDA NÂO TENHA FRACASSADO”.

E o coração da mulher DESPEDAÇOU-SE pela ALEGRIA de ter SOFRIDO por ele.

Meus Amigos, penso que nada mais preciso acrescentar… essas palavras falam por si! Tenho dito.

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